
“Eu sinto tanta a sua falta, mas estou aprendendo a lidar com a sua partida. Você era tudo que eu sempre sonhei pra mim, ou era, até o dia em que eu percebi que eu não sou o que você sempre sonhou. Somos tão diferentes um do outro, somos cheios de manias e defeitos, cheios de incertezas. Hoje, já não me dói tanto a sua ausência… Eu aprendi que pra gente amar de verdade alguém, a gente tem que se amar primeiramente. E que para podermos ser feliz, não podemos depender da felicidade de alguém a não ser de nós mesmos. Eu ainda te amo, amo muito, amo de um jeito absurdo. Mas eu te esperei por tempo demais, e amor não se despreza como foi desprezou o meu. Essa saudade não é nada amigável, principalmente pelo fato de me lembrar que você não vai voltar e fazer doer mais do que sua partida tem feito. Então vou deixando doer, e escutando ela contar as nossas histórias durante a madrugada com uma lanterninha para que a escuridão de não ter você perto não me devore, repetindo incansavelmente que é melhor assim, colocando a culpa no destino ou nas estrelas, até passar. Porque uma hora ela vai embora assim como você foi. Espero que sinta minha falta, que pense em mim as vezes, mas que você seja feliz, que seja feliz sem mim, assim como eu estou tentando ser sem você.”— A tua ausência me causou o caos.